domingo, 19 de julho de 2009

Bolinha de pipoca para festa junina

Ana Maria ensina a fazer uma Bolinha de Pipoca para a sua festa junina.

domingo, 28 de junho de 2009

Receita de bolo de fubá

Ingredientes
4 ovos
2 xícaras de chá de açúcar
2 xícaras de chá de trigo
1 xícara de chá de fubá
3 colheres de sopa de margarina
1 xícara de chá de leite
4 colheres de chá de fermento

Modo de preparo
Bater as claras em neve, acrescentar o açúcar, continuar batendo
Acrescente aos poucos as gemas, a margarina, o leite, a farinha de trigo, o fubá e continue batendo
Coloque por último o fermento, bata por mais 1 minuto
Coloque a massa numa forma untada e deixe assar em forno médio pré aquecido por aproximadamente 30 minutos

Receita de bolo de aipim

Ingredientes
- 450g de açúcar
- 4 ovos
- 100g de manteiga
- 20g de sal (equivale a uma colher de sopa)
- 2 litros de leite de coco fresco
- 2,5 Kg de aipim fresco ralado

Modo de fazer
Rale o coco e tire os dois litros de leite necessários. Rale o
aipim e reserve. Em uma vasilha, coloque 150ml de leite de coco
fresco e duas colheres de açúcar e reserve. Em outra vasilha,
bata o restante do açúcar, os ovos, a manteiga e o sal até formar
um creme. Nessa mistura, acrescente o aipim ralado, o restante do
leite de coco fresco, misture e leve na batedeira por mais cinco
minutos. Coloque em assadeira untada. Regue, por cima, com o
leite de coco que reservamos e asse em forno por cerca de duas
horas e meia.

terça-feira, 2 de junho de 2009

Convite festa junina

sexta-feira, 29 de maio de 2009

Simpatias Juninas

Proteção e Alegria: Encha uma bacia com água e adicione cravo, alecrim e manjericão. Deixe descansar. No dia de São João jogue a mistura do pescoço para baixo e peça proteção e alegria. Enxugue levemente.

Conhecer seu amor: No dia de São Pedro, junte um pouco da comida servida no almoço e no jantar. Antes de dormir, prepare a mesa com uma toalha branca, o prato com a comida e os talheres e vá dormir. Em sonhos você conhecerá seu amor.

Arranjar namorado: Pegue uma fita branca e uma vermelha e amarre em Santo Antônio. Enquanto dá os nós faça o pedido. Reze um pai nosso e coloque o santo de cabeça para baixo pendurado sob a cama. Só retire o santo quando alcançar a graça.

Decidir com quem namorar: Na noite de São João, escreva o nome dos pretendentes em pequenos pedaços de papel e enrole. Jogue dentro de uma bacia com água. O que primeiro desenrolar será seu futuro namorado.

Quem morre primeiro: Da fogueira de São João retire dois pedaços de carvão e jogue numa bacia com água. Se o maior carvão afundar o marido morre primeiro, se os dois pedaços afundares o casal morre junto e se os dois pedaços boiarem o casal viverá muito.

Danças Juninas, origem quadrilha

Origem da Quadrilha

Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou.

Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música.

A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão. Nossos compositores deram um colorido brasileiro à sua música e hoje uma das canções preferidas para dançar a quadrilha é "Festa na roça", de Mario Zan.

O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural, onde apareceram outras danças dela derivadas, como a quadrilha caipira, no estado de São Paulo, o baile sifilítico, na Bahia e em Goiás, a saruê (combina passos da quadrilha com outros de danças nacionais rurais e sua marcação mistura francês e português), no Brasil Central, e a mana-chica (quadrilha sapateada) em Campos, no Rio de Janeiro.

A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.


Trajes usados na dança

No fim do século XIX as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto" (como são?) e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.

Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país.

Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.
Sugestões para a evolução da quadrilha caipira

CAMINHO DA FESTA: os pares seguem atrás dos noivos, iniciando a dança e parando em determinado momento no centro terreiro.

ANARRIÊ (do francês en arrière, para trás): as damas e os cavalheiros se separam (4 metros, aproximadamente), formando duas colunas.

OS CAVALHEIROS CUMPRIMENTAM AS DAMAS: eles se aproximam das damas, cumprimentando-as. Flexionam o tronco, mantendo a cabeça erguida, e voltam a seus lugares, caminhando de costas.

AS DAMAS CUMPRIMENTAM OS CAVALHEIROS: repetem a evolução dos cavalheiros.

SAUDAÇÃO GERAL: tanto as damas como os cavalheiros andam para a frente e, quando se encontram, cumprimentam-se.

"BALANCÊ" E "TUR" (balanceio e giro): damas e cavalheiros fazem o passo no lugar, balançando os braços naturalmente, e giram dançando juntos.

GRANDE PASSEIO: as damas colocam-se à direita dos cavalheiros e os dois dão-se os braços. Do lado de fora o outro braço continua balanceando ao longo do corpo. Formam um círculo e seguem dançando. Quando o marcador anuncia nova evolução, a progressão cessa e os participantes fazem o que foi ordenado.

"CHANGÊ" DE DAMAS (trocar de damas): no grande passeio, os cavalheiros avançam e colocam-se ao lado da dama imediatamente à frente. Se for dito "mais uma vez", repetem o movimento. Os comandos "passar duas" e "passar quatro" também são executados pelo cavalheiro.

OLHA O TÚNEL: os noivos, que estão na frente, param e elevam os braços internos para cima e, de mãos dadas, fazem o túnel. O segundo par flexiona o tronco, passa pelo túnel, coloca-se à frente dos noivos e eleva os braços, e assim sucessivamente, até que todos passem. Executa-se o passo no lugar durante essa evolução.

SEGUE O PASSEIO: é a voz de comando para que o grande passeio continue.

CAMINHO DA ROÇA: as fileiras de damas e cavalheiros fundem-se, formando uma só coluna. O primeiro segura, com as mãos à altura dos ombros, as mãos de quem está atrás. Os demais colocam as mãos nos ombros de quem está à sua frente. A coluna progride, fazendo curvas para um lado e para outro, como se fosse uma serpente. O marcador da quadrilha continua dando voz de comando.

OLHA A CHUVA!: todos dão meia-volta.

JÁ PASSOU!: todos dão meia volta novamente dizendo "ehh!".

OLHA A COBRA!: as damas gritam e pulam, os cavalheiros procuram segurá-las em seus braços.

É MENTIRA!: os "caipiras" ou " matutos" continuam o passo e gritam "uhh!".

A PONTE QUEBROU!: todos dão meia-volta novamente.

JÁ CONSERTOU!: voltam a dançar no outro sentido.

OLHA O CARACOL!: em coluna e com as mãos ainda sobre os ombros de quem está à frente, todos obedecem às ordens do marcador, que começará a descrever um percurso cheio de curvas que fazem lembrar o casco de um caracol. Quando o marcador disser " desvirar", o guia deverá fazer as curvas em sentido contrário, voltando a dançar em linha reta.

FORMAR A GRANDE RODA: os participantes da quadrilha dão as mãos formando uma grande roda e, ao ouvir a voz de comando "à direita", "à esquerda", deverão se deslocar no sentido determinado pelo marcador.

DAMAS AO CENTRO: as damas formam uma roda no centro e deslocam-se no sentido indicado pelo marcador.

COROA DE ROSAS: os cavalheiros, de mãos dadas, erguem os braços na vertical sobre a cabeça das damas, como se as coroassem, depois abaixam os braços passando-os pela frente, até a altura da cintura??, contornando-as. Fazem o passo no lugar durante a coroação. Depois podem deslocar-se "à direita" e "à esquerda".

COROA DE ESPINHOS: nesse momento, são as damas quem elevam os braços sobre a cabeça dos cavalheiros, coroando-os.

OLHA O GRANDE PASSEIO!: repetem a formação descrita anteriormente.

VAI COMEÇAR O GRANDE BAILE. OLHA A VALSA DOS NOIVOS!: os noivos entram no centro da roda e dançam juntos.

OLHA OS PADRINHOS!: os padrinhos dançam no centro da roda.

BAILE GERAL!: todos os pares dançam no centro da roda.

O GRANDE BAILE ESTÁ ACABANDO. VAMOS NOS DESPEDIR DO PESSOAL!: todos executam a evolução do grande baile e se retiram do centro do terreiro, despedindo-se das pessoas que estão assistindo.

Casamento festa junina

A cerimônia de casamento caipira é uma manifestação realizada durante os festejos juninos, principalmente nos dias dedicados a São Pedro.

Dependendo da região e estado do Brasil o Casamento Caipira é conhecido também por outros nomes como Casamento Matuto e Casamento na Roça.

O Casamento Caipira é uma paródia às cerimônias tradicionais. O cerimonial é precedido de um grande cortejo pelas ruas da cidade, onde os principais personagens da representação são: a noiva grávida, o noivo, o delegado, o padre, os pais dos noivos, padrinhos, etc. O enlace caricaturado se desenvolve em meio à fugas do noivo, as indecisões da noiva e ameaças por parte dos pais, vigário e o delegado. Os textos apresentam uma linguagem libidinosa e os sermões contém forte conotações crítico-sociais. Após a celebração do casamento, inicia-se a quadrilha.